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Novos diretores tomam posse no Instituto de Geociências da UFMG

O reitor da UFMG, Alessandro Fernandes Moreira, empossou oficialmente, para a gestão 2026-2030, a professora Úrsula Ruchkys de Azevedo, do Departamento de Cartografia, no cargo de diretora do Instituto de Geociências, juntamente com seu vice Diego Rodrigues Macedo, do Departamento de Geografia.

A solenidade foi realizada no dia 27 de abril de 2026, no saguão do Instituto. O evento contou, ainda, com a presença da vice-reitora da UFMG, Alamanda Kfoury Pereira; com autoridades, familiares, professores, servidores, alunos, ex-alunos e amigos dos novos diretores também prestigiaram a cerimônia.

À frente da nova diretoria, Úrsula de Azevedo destacou o compromisso de consolidar um Instituto cada vez mais integrado, com condições adequadas para o ensino, a pesquisa e a extensão, além de fortalecer a inserção do IGC na universidade e na sociedade. Segundo a nova diretora, a gestão será conduzida com base em “planejamento, diálogo e responsabilidade, com definição clara de prioridades e compromisso com resultados”.

Da esquerda para a direita: Alessandro Fernandes Moreira, reitor da UFMG; Alamanda Kfoury Pereira, vice-reitora da UFMG; Úrsula Ruchkys de Azevedo, diretora do Instituto de Geociências (IGC); Diego Rodrigues Macedo, vice-diretor do IGC; Carlos Fernando Ferreira Lobo, ex-diretor do IGC; e Tiago Amâncio Novo, ex-vice-diretor do IGC

A proposta da nova gestão se orienta pelo princípio IGC ComVida: convivência que transforma, voltado à valorização das pessoas, ao diálogo e à responsabilidade coletiva. Para Úrsula, o Instituto deve ser compreendido como um espaço de convivência e construção compartilhada entre estudantes, técnicos-administrativos e docentes.

Entre as prioridades para o próximo ciclo, a nova diretoria pretende estruturar de forma mais consistente o trabalho de campo, considerado elemento central na formação em Geociências, por meio de planejamento contínuo, apoio logístico e maior previsibilidade acadêmica. A gestão também buscará avançar na qualificação da infraestrutura e no acompanhamento de projetos estratégicos do Instituto.

Nesse contexto, a professora Úrsula ressaltou a importância dos órgãos complementares do IGC, como o Instituto Casa da Glória, em Diamantina, e o Centro de Pesquisas Professor Manoel Teixeira da Costa. A conclusão da reforma da Casa da Glória foi apontada como uma ação estratégica para o fortalecimento das atividades de campo, em articulação com a Reitoria.

Outra frente de trabalho anunciada pela nova diretoria envolve ações voltadas ao cuidado com as pessoas, com ênfase na melhoria das condições de trabalho, estudo e permanência, bem como no fortalecimento do sentimento de pertencimento institucional. Também estão entre os objetivos da gestão ampliar a comunicação institucional e a visibilidade do IGC, evidenciando o papel das geociências em temas como sustentabilidade, inovação e desenvolvimento social.

Balanço da gestão 2022-2026

Professor Carlos Fernando Ferreira Lobo, ex-diretor do IGC

Ao encerrar sua gestão à frente do Instituto, o professor Carlos Fernando Ferreira Lobo destacou avanços importantes alcançados entre 2022 e 2026. Um dos principais marcos foi a aprovação do primeiro Projeto de Desenvolvimento Institucional, PDI, da história do IGC, considerado pela gestão como instrumento essencial para orientar o crescimento sustentável da Unidade, dar segurança à gestão e estabelecer prioridades institucionais.

O trabalho de campo, reconhecido como parte fundamental da formação nos cursos de Geografia, Geologia e Turismo, também recebeu atenção especial. Segundo o professor Carlos Lobo, a gestão assumiu a Unidade em um cenário de dificuldades na frota de veículos, que se encontrava paralisada e com problemas decorrentes de danos mecânicos e furtos. Com articulação junto à Reitoria, foi possível manter a frota em reparo e viabilizar a chegada de dois novos ônibus para ampliar a segurança e a mobilidade de estudantes e professores.

A modernização tecnológica foi outro ponto destacado. Durante a gestão, foram substituídas integralmente as estações de trabalho dos três laboratórios de informática e implantado o datacenter do IGC, ampliando a capacidade tecnológica da Unidade.

No campo da permanência estudantil, a gestão também implementou medidas de justiça social na distribuição do auxílio de campo, considerando o nível de vulnerabilidade social dos estudantes. Entre as ações, foi garantido o aumento do auxílio para estudantes assistidos pela Fump, especialmente aqueles em maior situação de vulnerabilidade.

Na área de infraestrutura, avançaram projetos estratégicos como o Anexo 2 do IGC e a reforma da Casa da Glória, em Diamantina. A intervenção emergencial no patrimônio histórico contou com parceria internacional com a Embaixada dos Estados Unidos e foi coordenada pela vice-diretoria da gestão 2022-2026.

Ao transmitir a direção do Instituto, Carlos Lobo ressaltou que os desafios da gestão são contínuos, mas afirmou que a Unidade encerra o ciclo mais moderna, mais justa e mais planejada. A gestão anterior desejou sucesso à nova diretoria, com a expectativa de que as bases construídas contribuam para um IGC ainda mais forte nos próximos anos.

Nova diretoria

Professora Úrsula Ruchkys de Azevedo, diretora do Instituto de Geociências (IGC); e Professor Diego Rodrigues Macedo, vice-diretor do IGC

A professora Úrsula Ruchkys de Azevedo é doutora em Geologia pela UFMG, mestre em Geografia pela PUC Minas e bacharel em Geologia pela UFMG. Realizou estudos pós-doutorais no Laboratório ThéMA, da Université de Bourgogne, na França, como professora visitante sênior, com bolsa da Capes. Integra os programas de pós-graduação em Geografia e em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais do IGC. Suas áreas de atuação incluem geotecnologias aplicadas, geoética, geodiversidade, geopatrimônio, geoecologia, paisagem, geoconservação e patrimônio minerário.

O professor Diego Rodrigues Macedo é bacharel em Geografia, especialista em Geoprocessamento e Estatística, mestre em Geografia e doutor em Ecologia, todos os títulos obtidos na UFMG. Desde 2016, é professor do Departamento de Geografia e atua nos programas de pós-graduação em Geografia e em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais do IGC. Tem experiência nas áreas de geografia física, recursos hídricos, ecologia da paisagem, geoecologia, biomonitoramento, sistemas informativos geográficos, estatística espacial e planejamento territorial.

Com a posse da nova diretoria, o Instituto de Geociências inicia um novo ciclo institucional, pautado pela valorização da comunidade, pelo fortalecimento das atividades acadêmicas e pela construção coletiva de caminhos para o futuro da Unidade.

Imagens: Raphaella Dias | UFMG