MODELAGEM DA TRANSIÇÃO FLORESTAL DA MATA ATLÂNTICA- UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA

Juliana Leroy Davis

Resumo


Apesar de sua reconhecida importância ecológica e elevado grau de fragmentação, há poucos esforços para modelagem da dinâmica da Mata Atlântica. Esse artigo contribui nesse sentido, propondo uma abordagem econométrica para modelar a possível transição florestal que acontece no bioma. Com base em dados de domínio público disponíveis, o modelo foi calibrado usando informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Primeiramente foi executado um teste stepwise no software SPSS Statistics com uma seleção ad hoc do modelo mais relevante e logo após foi feito um teste para detecção de autocorrelação espacial no software Geoda. Depois de apurada e dependência espacial nos dados, uma regressão geograficamente ponderada foi executada no software ArcGIS com uma vizinhança de 25 municípios. Os resultados mostraram que o modelo foi capaz de representar a dinâmica contemporânea da Mata Atlântica e que, portanto pode ser usado para se entender melhor os condutores da transição florestal no bioma. A Regressão geograficamente ponderada, de forma geral, melhorou muito o ajuste do modelo e apontou as áreas em que seu desempenho não foi satisfatório. O modelo desenvolvido pode ser útil para identificar prioridades para as políticas de conservação, bem como para a criação de cenários para simulações, permitindo uma avaliação das possíveis mudanças sobre as taxas de desmatamento e regeneração, geradas, por exemplo, pela força de mercado sobre a criação de gado e plantio de florestas, e as mudanças no Código Florestal nacional.

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