DISTRIBUIÇÃO DAS ATIVIDADES TERCIÁRIAS NO BRASIL

Luís Henrique Freitas Diniz, Ricardo Alexandrino Garcia, Ralfo Edmundo da Silva Matos

Resumo


O presente trabalho busca caracterizar a rede de atividades terciárias brasileira, inserindo-a na discussão relativa à reestruturação econômica do último quartel do século XX, bem como ao movimento de crescente integração social em escala mundial. No cerne desses processos está o desenvolvimento de novas tecnologias, sobretudo nas áreas de transportes e telecomunicações promovendo uma mudança na própria relação espaço-tempo, favorecendo o que Milton Santos (1993) chamou “territórios-rede”. Essa reestruturação do território possibilita a desconcentração de uma série de atividades, sobretudo aquelas relacionadas mais diretamente a funções produtivas. Por outro lado, uma série de outras atividades demonstra um movimento de concentração, sobretudo em ambientes metropolitanos, estas relacionadas, sobretudo, à gestão do território e à articulação local-global, de importância crescente. Esse processo aponta para a crescente separação das funções produtivas, desconcentradas, das funções de gestão e difusão de informação e conhecimento, em crescente concentração. Nesse contexto, o setor terciário ganha grande importância na dinâmica territorial da economia, sobretudo dando base às articulações espaciais sejam elas locais, globais, ou local-globais. Essa nova organização tem impactos definitivos sobre a organização e distribuição da população, do mercado de trabalho, com ênfase a aspectos qualitativos, denotando a crescente seletividade de certos espaços. No caso brasileiro, esse processo traz impactos importantes, com a expansão, bem como ganho de musculatura, da rede terciária brasileira como um todo. Mas, sobretudo, para um movimento de concentração de certas atividades de maior nível de produtividade e renda, assim como conteúdo técnico em localidades centrais, tal como busca explicitar esse trabalho.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.