A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA VULNERABILIDADE SOCIAL DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

Ricardo Alexandrino Garcia, Ralfo Matos

Resumo


O propósito desse artigo foi avaliar a vulnerabilidade social das famílias brasileiras e mapear sua distribuição espacial. Para tanto, trabalhou-se com os microdados do Censo Demográfico de 2000, que serviram de base para a construção de um indicador de vulnerabilidade social das famílias brasileiras, levando-se em consideração informações sobre o grau de inserção educacional, o grau de inserção econômica local e o grau de inserção habitacional. Na construção desse indicador, foi empregado um modelo determinístico que possibilitou mensurar a vulnerabilidade social de cada uma das 48.312.256 famílias brasileiras recenseadas no Brasil em 2000. Por tratar-se de um indicador cuja unidade básica é a família, ele possibilita análises mais específicas da vulnerabilidade social, tais como estimativas de diferenciais intra-municipais (área de ponderação e rural/urbano), por raça/cor, atividade, ocupação, etc. Para a validação do modelo, empregou-se o IDHM e o grau de ajuste obtido foi superior à 0.9. Uma vez validado o indicador, processou-se, em escala municipal, o mapeamento do seu padrão de distribuição espacial ao longo de todo o território nacional; na escala intramunicipal, o município de Belo Horizonte foi escolhido para exemplificar as potencialidades analíticas do indicador. Para tanto, utilizou-se de técnicas de cartografia digital temática. Por fim, o indicador proposto possibilitou a construção de uma escala familiar de vulnerabilidade social e os cartogramas, gerados com base nessa escala, indicam o quão heterogenia é sua distribuição territorial.


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