A VULNERABILIDADE SOCIAL DAS CULTURAS MINORITÁRIAS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: O CASO DOS ÍNDIOS TUXÁS

Alfredo Costa, Brenner H. Maia-Rodrigues, Renato Martins Ferreira

Resumo


Os processos referentes a inserção do indígena na cultura do consumo já foram largamente discutidos por diversos autores oriundos de várias áreas do conhecimento. Pensar as relações entre povos de culturas diferentes, no que tange ao uso e ocupação de um espaço em comum, nos remete aos conceitos de exercício de poder e soberania. Em um mundo em que grande parte dos espaços está inserida na lógica da produção social do capitalismo global, no que diz respeito a sua constante revaloração, a vulnerabilidade das culturas minoritárias aflora como uma questão frágil, principalmente no que diz respeito ao reconhecimento formal e manutenção de seus territórios históricos, de seus hábitos, línguas e culturas. O povo Tuxá, original da região norte da Bahia, que foi deslocado de seu território tradicional em função da construção da represa de Luiz Gonzaga, na década de 80, nos fornece substratos para a discussão sobre a falta de interesse público em relação aos povos indígenas no Brasil. A análise das informações proveniente dos dados dos Censos Demográficos de 1991 e 2000 demonstra, juntamente a depoimentos obtidos em campo, que são nítidos os impactos decorrentes da inserção desses povos na lógica do capital. É esse embate que pretende-se evidenciar no presente texto.


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