A GEOGRAFIA DO PRODUTO INTERNO BRUTO BRASILEIRO E AS TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO POPULACIONAL NA REDE DE LOCALIDADES CENTRAIS

Ralfo Matos

Resumo


As tentativas de se estabelecer vínculos de determinação entre os processos econômicos e os demográficos remontam aos pensadores dos séculos XVIII e XIX e ainda persistem até hoje como um desafio à teoria em diversos campos do conhecimento. O incremento das taxas do produto nacional abre oportunidades difusas para pessoas e atividade e gera efeitos multiplicadores de toda a sorte sobre o restante da economia. Mas a expansão do PIB, por força dos processos de reestruturação e inovação tecnológica, pode também significar redução de postos de trabalho, eliminação/substituição de atividades e profissões, frustração nos trabalhadores, enfim marginalização de áreas e cidades distantes dos núcleos dinâmicos da economia. Nesse trabalho far-se-á uso da representação espacial dos fenômenos estudados, a fim de usufruir-se do grande poder de síntese que os mapas possuem, mas também de evidenciar que os processos de distribuição e redistribuição de pessoas e atividades só podem ser amplamente reconhecidos se as territorialidades que lhes são subjacentes forem explicitadas, de preferência com todas as suas dimensões intrínsecas como posição, localização relativa e tamanho. Para tanto, utilizar-se-á uma representação cartográfica do território brasileiro baseada na premissa da hierarquia urbana e do sistema de localidades centrais, a partir da qual pontos, redes e superfícies se conjugam e auxiliam a visualização mais simplificada e completa dos fenômenos estudados em todo o país. Trata-se de proposta já apresentada em vários trabalhos (Matos, 2002; Matos e Braga, 2002; Matos e Ferreira, 2005) aqui denominada de Rede de Localidades Centrais (RLC).


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