DIMENSÕES SÓCIOECONÔMICAS E MOVIMENTOS POPULACIONAIS: UMA REGIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA

Ricardo Alexandrino Garcia, Britaldo Silveira Soares, Diana Oya Sawyer

Resumo


A dinâmica socioeconômica brasileira vem causando profundas mudanças ambientais na Amazônia através do rápido desflorestamento deste vasto bioma, com a consequente perda de seus serviços ecológicos, como a depleção nos repositórios de biodiversidade e alteração no clima global. Medidas de planejamento de uso e conservação dos recursos naturais devem analisar essa dinâmica socioeconômica e seu potencial de impacto ambiental à luz de uma configuração territorial. Por outro lado, a configuração socioeconômica da Amazônia brasileira tem diferenciadas implicações sobre sua dinâmica ambiental e, consequentemente, sobre a adequação de políticas de desenvolvimento sustentável. A definição de uma regionalização, que traduza configuração da rede socioeconômica dos municípios, é o ponto de partida para a caracterização da diversidade de processos envolvidos na ocupação desse território. Foi desenvolvido, nesse sentido, um índice sintético que refletisse o grau de desenvolvimento social e econômico dos municípios da Amazônia com base em dados de Censos Demográfico e Agrícola. O método de classificação nebulosa GOM foi utilizado para gerar 5 dimensões, a saber: 1) concentração e dinâmica demográfica, 2) desenvolvimento econômico, 3) infraestrutura agrária, 4) atividade agropecuária e extração vegetal e 5) Desenvolvimento social, cuja a combinação resultou em um índice de Desenvolvimento socioeconômico. Feito isso, foi elaborado um modelo gravitacional de regionalização - baseado nesses índices e na a dinâmica migratória da região - que possibilitou a análise da rede de municípios da Amazônia brasileira.


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