Trabalhadores do Café no Vale do Jequitinhonha: Uma Análise Geográfica

Célio Augusto da Cunha Horta, Márcia Soares Dias

Resumo


A inserção da cafeicultura moderna no Vale do Jequitinhonha produziu, a partir do início dos anos 1970, modificações significativas na estrutura produtiva e relevantes alterações nos espaços rural e urbano da região constituída pelos municípios de Capelinha, Minas Novas, Itamarandiba, Novo Cruzeiro, Caraí e Padre Paraíso.

            A intensificação do processo de concentração fundiária ocorreu em conformidade com a modernização e o incremento da produção do café no Vale.  Provavelmente, há forte correlação entre a expansão de espaços periféricos nas sedes urbanas e nos distritos municipais e a criação de novas relações de dependência no campo.

            Considerando-se, portanto, que a cafeicultura moderna contribuiu com o processo de reestruturação socioespacial no Vale, objetivou-se construir reflexões e análises 

referentes à submissão e à resistência do camponês e, também, apresentar algumas ideias sobre a luta diária do trabalhador volante.

            Esse artigo é constituído de três partes complementares. A primeira refere-se à inserção da cafeicultura moderna no Vale do Jequitinhonha. A segunda parte trata das alterações na estrutura fundiária e de algumas modificações nas relações de produção apresentando, também, algumas transformações demográficas. A terceira e última parte aborda várias questões pertinentes às condições de vida e de trabalho do camponês e do trabalhador volante envolvidos com a cafeicultura.   


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