Desenvolvimento e Qualidade de Vida; Limitações na Utilização dos Indicadores do Crescimento Econômico

Carlos Lobo

Resumo


As diferenças existentes entre as condições de vida nas diversas regiões do mundo há bastante tempo vêm merecendo destaque nas discussões políticas internacionais. As ditas teorias do desenvolvimento, inicialmente organizadas nos trabalhos da economia clássica, ganharam grande força, sobretudo a partir de finais do século XVIII. Em geral, a ampliação das diversas formas de renda e riqueza passou a compor os critérios de definição e as formas de mensuração do desenvolvimento. Os sistemas de contabilidades nacionais, representados por inúmeros agregados econômicos, passaram a integrar os variados indicadores econômicos utilizados.

            No entanto, a partir de meados do século passado, um arsenal crítico começa a minar os pilares de sustentação das tradicionais teorias de desenvolvimento econômico. A Conferência de Estocolmo, o Relatório Brundland e a ECO 92, ao buscar incorporar os vários setores da sociedade na discussão sobre os diversos aspectos da chamada “problemática ambiental”, romperam com alguns rígidos preceitos prevalecentes. A utilização de conceitos como eco desenvolvimento e desenvolvimento sustentável passou a  representar alguns dos prováveis limites que se impunham à incessante busca pelo crescimento econômico. A preservação das diversas formas de vida na Terra tornou-se uma das mais novas preocupações internacionais, que até então havia despertado pouco interesse.


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