EVOLUÇÃO DA URBANIZAÇÃO EM BELO HORIZONTE (1918-2000) E RELAÇÕES ESPACIAIS COM OS INDICADORES SÓCIODEMOGRÁFICOS

Diego Rodrigues Macedo, Glauco Umbelino

Resumo


Este artigo descreve os resultados da análise da correlação espacial entre a evolução da mancha de urbanização em Belo Horizonte e os índices sócio-demográficos. O objetivo principal é identificar em qual fase histórica da evolução da cidade atual localização dos moradores está associada, e correlacioná-la com índices que diferenciam a estrutura etária e a renda dos habitantes. Os dados sociodemográficos foram extraídos do Censo demográfico (2000), sendo mapeados em nível de setores censitários. As informações para expansão urbana foram extraídas de fotografias aéreas realizadas em cinco momentos anteriores ao Censo 2000. Essas informações foram interpretadas manualmente pela Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de Belo Horizonte através de um SIG, gerando um mapa com a evolução urbana. A Análise de Componentes Principais (ACP) foi utilizada na formulação dos índices de estrutura etária e renda. Foi utilizada a correlação de Pearson na interpretação os índices extraídos da ACP e as fases de crescimento urbano de Belo Horizonte. Os resultados mostram que as áreas mais antigas possuem uma população mais idosa. Também foi detectado que a renda não tem correlação com a evolução do crescimento urbano. Estes resultados mostram que no geral, os moradores envelhecem com seus domicílios, e desta maneira, a valorização das áreas mais consolidadas não necessariamente indica a presença de uma população de maior renda.


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