ANÁLISE GEOESTATÍSTICA PARA A ESTIMATIVA DA SUPERFÍCIE DE PRECIPITAÇÃO EM MINAS GERAIS

André Luiz Profeta

Resumo


O presente trabalho se propõe a avaliar a aplicação da geoestatística por meio da krigagem ordinária e cokrigagem, buscando identificar qual desses métodos oferece melhor resultado para a estimação da superfície de precipitação pluvial para o estado de Minas Gerais. As séries históricas de precipitação utilizadas correspondem ao período de 2005 a 2014, de 59 estações climatológicas, 43 do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e 16 da Agência Nacional de Águas (ANA). No caso da cokrigagem, a variável secundária considerada foi a altitude, estimada a partir de um modelo digital do terreno. A análise exploratória dos dados permitiu a definição de parâmetros para o ajuste dos modelos, principalmente por meio da análise do semivariograma, da verificação de tendência e de anisotropia. Foi identificada uma autocorrelação forte da precipitação, o que favoreceu o bom ajuste dos modelos, que foram avaliados pela validação cruzada. A krigagem ordinária apresentou melhores resultados para a média anual e a média da estação seca, enquanto a cokrigagem apresentou melhor resultado para a estação chuvosa, concordando com a análise de correlação entre as variáveis que se mostrou mais forte apenas para esse período.


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