Migrações internas no Brasil: (des)continuidades regionais à luz do Censo Demográfico 2010

José Irineu Rangel Rigotti, Járvis Campos, Renato Moreira Hadad

Resumo


No Brasil, as transformações mais recentes na
dinâmica migratória refletem os momentos da
transição demográfica brasileira, de baixo
crescimento e envelhecimento populacional. A
partir do processo de industrialização e urbanização
acelerada dos anos 1950 até o final do século XX,
tornou-se regra observar o aumento contínuo do
volume de migrantes intermunicipais a cada
recenseamento. Nesse contexto, a primeira etapa do
trabalho foi estimar as probabilidades de emigração
por idade simples, com o objetivo de analisar essa
tendência, a partir dos microdados do Censo
Demográfico 2010. Os primeiros resultados
mostram a reversão dessa tendência, sendo que a
estrutura etária ainda favorecesse o aumento das
migrações, uma vez que a proporção de jovens
adultos no Brasil ainda crescia. Numa segunda
etapa, mapeamos os principais fluxos migratórios,
por prevalência de idade, ocorridos no final do
século passado e os comparamos com as
informações mais recentes disponíveis no Censo
2010, com o objetivo de compreender como o
processo migratório teve efeitos sobre a
redistribuição espacial da população brasileira. Foi
possível constatar que a RMSP tem funcionado
como o maior “hub” de redistribuição espacial da
população, enquanto o interior de São Paulo
configura-se como a região mais imediata da direção
leste-oeste dos fluxos populacionais brasileiros.

Palavras-chave


Migrações internas; Fluxos migratórios; Transição demográfica; Distribuição espacial da população.

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