Imigração em São Paulo: perfis segundo pobreza e ocupação no século XXI

Pier Francesco De Maria, Rosana Baeninger

Resumo


O presente artigo se propõe a desagregar os fluxos
migratórios nacionais e internacionais para o
estado de São Paulo, com vistas a analisar as
características socioeconômicas, demográficas e
ocupacionais destes migrantes na primeira década
do século XXI. O trabalho parte da hipótese de
homogeneidade no perfil do imigrante,
independente de este ir morar na metrópole
(Região Metropolitana de São Paulo – RMSP), ou
no interior. Este resultado seria reflexo de um
processo de metropolização do interior, o qual
tem ocorrido no estado de São Paulo ao longo das
últimas décadas. O trabalho objetiva, assim,
verificar a existência de diferenciais entre o
interior e a metrópole, para discutir a validade da
distinção entre estas áreas. Os resultados
apresentados mostram que há algumas diferenças
entre o interior e a RMSP, sobretudo em termos
de perfil ocupacional e de composição dos fluxos
imigratórios. Entretanto, não foram constatadas
diferenças tão gritantes quanto ao perfil da
migração. O que mantém em pé a necessidade de
se separar interior de metrópole é a composição
dos fluxos migratórios stricto sensu,
significativamente distintos no século XXI.
Constatou-se, enfim, que o interior urbano
paulista necessita de algum tipo de desagregação,
pois é possível que os resultados parecidos entre a
RMSP e o interior urbano sejam fruto do efeito de
composição deste interior – no qual convivem
regiões metropolitanas, como a de Campinas e a
da Baixada Santista, e áreas ainda de expansão
urbana.

Palavras-chave


Migrações; Pobreza; Inserção ocupacional; São Paulo

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GEOgrafias: uma publicação do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia - IGC/UFMG