Análise espaço-temporal da expansão dos plantios florestais comerciais no Brasil sob a condição de minimização de impactos negativos e potenciais conflitos

Alessandro Ribeiro Campos

Resumo


O Plano Nacional de Desenvolvimento de
Florestas Plantadas – PNDF pretende conduzir o
potencial florestal brasileiro e consolidar o setor
como uma atividade estratégica para o
desenvolvimento do país, ampliando a área atual
de 7,2 milhões para 10,6 milhões de hectares nos
próximos 10 anos. Porém o Plano não apresenta
claramente ações territoriais voltadas à ocupação
de áreas já convertidas, negligenciando a
possibilidade de impactos negativos marginais e
potenciais conflitos com outros usos do solo. A
fim de simular espaço-temporalmente um cenário
de direcionamento territorial da meta de expansão
dos plantios florestais comerciais no Brasil, foi
desenvolvido um modelo de mudança de uso da
terra espacialmente explícito. O modelo integra
componentes de macro e micro-escala, de
rentabilidade e favorabilidade climática, para
simular a dinâmica espacial dos plantios. A
alocação apresentou um nível de acerto de 70%
(janela de análise de 61 células), adequado para a
escala. Os resultados indicaram a possibilidade de
expandir, conforme meta do PNDF, os plantios
florestais comerciais no Brasil com o mínimo
conflito (5% de sobreposição) com o cenário de
expansão agrícola e sem necessidade de conversão
adicional de ecossistemas florestais naturais. Para
tanto são necessárias políticas públicas que
efetivem o direcionamento da expansão do setor.

Palavras-chave


Silvicultura; Uso e mudança de uso do solo; Gestão territorial

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


GEOgrafias: uma publicação do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia - IGC/UFMG